em Portugal

CRIADORES

Criador: Estado Português
Localidade:1976-1984 » Coudelaria de Alter – Alter do Chão
Localidade:1984-1989 » Herdade de Pancas (Samora Correia)
Localidade:1990 » Coudelaria de Alter – Alter do Chão

O Estado Português foi o primeiro criador do Cavalo do Sorraia para além da família d’Andrade. Tal oportunidade surgiu na sequência da recuperação e manutenção na Coudelaria de Alter do efectivo extraviado da Herdade da Agolada. José Luís d’Andrade, ao transferir os animais para a Herdade de Font’Alva, quis presentear a Coudelaria oferecendo quatro poldros – Ruiva , Rabeca , Rio e Regalo –, todos de pelagem rato e nascidos em 1975. Foi a partir destes animais que se constituiu o núcleo da Coudelaria Nacional, que mudou várias vezes de local, mas viveu fechado sobre si mesmo até 2001. A partir deste ano tem recorrido a garanhões da Herdade de Font’Alva para cobrição em liberdade das suas éguas – Afogado (2001, 2002, 2003, 2004) e Trombo (2005, 2006) –, com resultados muito satisfatórios a nível de fertilidade. A Coudelaria Nacional tem desempenhado uma função importante na criação de Sorraias, colocando ao dispor de outros criadores os seus garanhões, quando solicitados. Por outro lado, e mais recentemente, tem vindo a ceder éguas a diferentes instituições – Escola Superior Agrária de Coimbra, Escola Superior Agrária de Santarém e Reserva Natural do Cavalo do Sorraia –, num intuito de diversificar os núcleos de reprodução e, assim, permitir a utilização de um leque mais alargado de garanhões em cada ano de reprodução, o que seria impossível na prática de monta em liberdade se todo o efectivo permanecesse no mesmo local. Em todos estes núcleos já ocorreram nascimentos, entre os quais o primeiro fruto de inseminação artificial nesta raça, na sequência de um projecto desenvolvido na Escola Superior Agrária de Coimbra em parceria com a Escola Superior Agrária de Santarém.

Localidade: Bencanta – Coimbra
Criador: Coudelaria Nacional.

Localidade: Santarém
Criador: Coudelaria Nacional.

Localidade: Coruche
Criador: Maria Emília Vasconcellos e Souza d’Andrade de Oliveira e Sousa

 

O efectivo inicial deste núcleo contou com duas éguas de ventre – ( Flausina e Ursula ), três poldros ( Mimosa , Linda e Tadeu ) e um garanhão ( Acabado ), nascidos na Herdade de Font’Alva. Os primeiros produtos nasceram em 1994, tendo 3 poldras sido adquiridas por Hardy Oelke e exportadas para a Alemanha – Nortada , Opala e Pompeia , irmãs plenas por Acabado e Flausina –, onde já têm descendência. Actualmente esta coudelaria possui 3 das éguas fundadoras – Flausina , Ursula e Mimosa –, e quatro garanhões – Tadeu , Norte , Oceano e Ratão . No ano de 2004 foi lançado às éguas um garanhão baio cedido pela Quinta do Arripiado de Baixo – Terrorista ( Opressor x Bonita ), mas que não deixou descendência no efectivo de Sorraias. Todos os garanhões estão montados e, na sua maioria, engatados ( Norte , Oceano e Tadeu ). Em breve serão utilizados numa empresa de Turismo da Natureza, com actividade a iniciar em 2006, no sentido de divulgar a raça Sorraia. Os esforços desenvolvidos no sentido de aumentar o sucesso reprodutivo parecem estar a dar alguns frutos, esperando-se nascimentos para 2006.

Localidade: Urra – Portalegre
Criador: Fernando Vasconcellos e Souza d’Andrade

Três éguas de ventre ( Macaense, Madraça e Janota ) e um garanhão ( Mandrião ) foram os animais oriundos da Herdade de Font’Alva que fundaram esta coudelaria. Os primeiros nascimentos ocorreram em 1995, incluindo o macho Oxalá ( Mandrião x Janota ) que, desde Abril de 2004, foi cedido para padrear um grupo de éguas de Hardy Oelke que se encontram em liberdade no Refúgio do Vale do Zebro, num terreno de 5km2 pertencente à Sociedade Agrícola das Cruzetinhas (Raposa, Coruche). A égua mais velha do efectivo nacional, Macaense , morreu em 2004 com 24 anos! Do efectivo inicial apenas sobrevive a égua Janota, mas esta coudelaria tem tido uma taxa de nascimentos bastante regular, sendo considerável o seu efectivo actual.

Localidade: Barbacena – Elvas
Criador: José Luís Vasconcellos e Souza d’Andrade

Foi o local escolhido pela família d’Andrade para receber os animais criados na Herdade da Agolada, onde permanecem desde 1976, após uma curta estadia na Coudelaria de Alter. É a coudelaria detentora de maior efectivo, com cerca de 3 dezenas de fêmeas, das quais 16 são “ éguas de ventre”, e um grupo de 9 machos “solteiros” vivendo em liberdade, o único existente na população de Sorraias. Desde sempre nesta coudelaria se praticou a técnica de monta em liberdade , após a selecção de um garanhão do grupo atrás referido. Notavelmente, anos há em que a fertilidade é de 100%, tendo o efectivo crescido rapidamente. Numa perspectiva de conservação genética da população, esta coudelaria tem cedido garanhões a outros criadores, para além de ter optado por utilizar um garanhão diferente em anos consecutivos. Conta com um número considerável de animais exportados para França, Alemanha, México e, recentemente, para o Brasil.

Localidade: São Brissos – Beja
Criador: André do Rosário

Esta coudelaria tem como fundadores três animais de ferro Abecassis: Totta e Qual , de pelagem rato, e Fofinha , de pelagem baia. Utilizou como garanhão, nos anos de 2003 e 2004 o cavalo baio de ferro Andrade (Herdade de Font’Alva), Quadrívio . O primeiro ano de nascimentos, 2004, deu origem a um macho baio, Zulu (por Totta ), para além de um nado-morto, filho de Fofinha , de pelagem rato.

Localidade: Arripiado-Chamusca
Criador: Ruy Vasconcellos e Souza d’Andrade

 

Esta coudelaria teve por base quatro éguas – Morcega , Espantada , Bonita e Equinócia – e dois garanhões – Jacaré e Feral -, provenientes da Herdade de Font’Alva. Actualmente com duas éguas de ventre – Equinócia e Maré II ( Feral x Equinócia ) -, deu origem a vários animais de sexo masculino, muitos dos quais que se encontram em trabalho distribuídos por diferentes centros hípicos, sendo muito apreciados por jovens cavaleiros: Quina ( Feral x Equinócia ), Queque ( Feral x Espantada, exportado para França), Espantado ( Feral x Bonita ) e Terrorista ( Opressorx Bonita). Este último foi cedido para padrear na Herdade da Agolada de Baixo no ano de 2003.

Localidade: Vale de Figueira – Santarém
Criador: Manuel Mendes de Almeida Abecassis*e Madalena Abecassis

A criação de Sorraias na Quinta da Boavista deveu-se sobretudo ao grande entusiasmo do Dr. Manuel Abecassis por esta raça, que adquiriu quatro fêmeas em 1985 – Água-pé e Pêga (de pelagem baia), Chissana e Prisioneira (de pelagem rato) – nascidas na Herdade de Font’Alva entre 1978 e 1981. Utilizou garanhões da Coudelaria Nacional – Regalo e Rio – e de ferro Andrade – Acabado – tendo o primeiro produto nascido no ano de 1986. Mais tarde introduziu na eguada um garanhão do seu ferro, Ilustre. Grandes impulsionadores da atrelagem de competição em Portugal, era frequente engatarem também os seus cavalos de raça Sorraia. Todos nos deleitámos com o fascínio da exibição do carro puxado por duas parelhas de Sorraias – Lobo, Lince, Lacado e Lírio, conduzido admiravelmente por Madalena Abecassis. Esta coudelaria é, também, responsável pela divulgação do cavalo do Sorraia além fronteiras, tendo vendido animais para o México, Bélgica e Alemanha. Em 2002, Madalena Abecassis desfez-se de todo o efectivo, quatro fêmeas – Fibra, Lolita, Fofinha e Tota – e um poldro – Qual -, passando definitivamente o testemunho a dois novos criadores.

Localidade: Alpiarça – Santarém
Criador: Associação Equestre de Alpiarça

A Reserva Natural do Cavalo do Sorraia, fundada em 2001, surgiu com o intuito de contribuir para a recuperação da raça Sorraia numa área de cerca de 40 hectares – a ser expandida para cerca do dobro, em terrenos pertencentes à Fundação José Relvas (Alpiarça). Partindo da ideia de um particular, o projecto substanciou-se com a criação da Associação Equestre de Alpiarça, que oferece os serviços de uma Escola de Equitação. Incluiu no seu núcleo fundador 2 éguas de ferro Abecassis ( Fibra e Lolita ), duas éguas de ferro Coudelaria Nacional ( Tâmara e Teimosa ) e dois garanhões de ferro Coudelaria Nacional ( Mabão e Público ). No ano de 2003 utilizou como garanhão um macho da Herdade de Font’Alva, Quadrívio , de modo a procurar a infusão de uma linha genética mais afastada e obter produtos de pelagem baia, tendo este objectivo sido alcançado nos dois poldros nascidos em 2004, Zéfiro e Zénite.